segunda-feira, dezembro 29, 2008

Neste Verão Não Mate.Não Morra

Esta jovem é Jacqui após sofrer um acidente de trânsito, o outro motorista estava embrigado.
Lembre-se dela quando não fizer revisão no carro, quando forçar uma ultrapassagem ou pisar fundo no acelerador.
 
e se beber, não dirija!
 
O Detran fornece algumas orientações de Direção Defensiva e 1os.Socorros
 
PRIMEIROS SOCORROS

O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime.

A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas.

O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico. Além disso, certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. Não se esqueça que um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.

Leia aqui, aqui e aqui 

 
 
 

domingo, dezembro 28, 2008

La Bruni em Itacaré -Bahia

ITACARÉ, Bahia - De maiô branco Dolce & Gabbana (o mesmo que usou após fazer uma campanha publicitária de óculos de sol em janeiro do ano passado), a primeira-dama francesa  Carla Bruni-Sarkozy deu o ar de sua graça. Musa involuntária do verão baiano, ela começa a cultivar a rotina de render suas graças a Iemanjá no final da tarde, e ontem não foi diferente: La Bruni deu show na água. Por volta das 17 horas, de novo acompanhando o filho Aurèlian, de 7 anos, ela brincou na praia de Itacarezinho sob forte vigilância.

Policiais militares à paisana, agentes de segurança franceses e seguranças da pousada tentaram impedir que a imprensa fizesse imagens da primeira-dama, e montaram barreiras visuais em toda a extensão da praia que margeia o Txai Resort, onde ela está hospedada. O esforço dos policiais e dos seguranças presidenciais, no entanto, revelou-se infrutífero e os repórteres fotográficos registraram todo o banho.

Integrantes do corpo diplomático francês chegaram hoje a Itacarezinho, e há um rumor de que Sarkozy e Carla Bruni poderiam esticar sua permanência na região e ficar até o réveillon, mas a situação na Europa leva a pensar que isso não será possível.

Leia mais no Estadão

quinta-feira, dezembro 25, 2008

25/12/2008 Natal


Natal

Os presentes já foram abertos
A comida já foi saboreada
Brindes foram feitos
Alguns foram em suas igrejas
Muitos se abraçaram
Crianças nos encantaram com seus risos
Amanhece
No som tranquilo
Os corações repletos de esperança
Revigorados pela fé
Foram abraçados pelo bem
Inspirados na Paz
Iluminados pelo amor
Que este espírito maior enleve nossos corações e plante neste ano que se avizinha, a amizade e solidariedade plena, o despertar de consciências, o vigor pela luta pelos injustiçados e a voz potente dos indignados se sobreponha aos dos omissos e covardes.
Na noite passada fizemos votos, promessas e também pedidos a nosso Deus, façamos nossa parte para com Ele que nos enviou Seu filho.
Hoje é aniversário de Jesus, nosso presente é cumprirmos nossa aliança para com o Pai.
 
Este sol é de Itacaré, antes que se ponha neste dia selemos o compromisso.
 
Feliz Dia de Natal atodos os povos da Terra!
Ana Maria C. Bruni

Natal

 

Em 2009 espero que os bons se unam.
Que sejam corajosos e destemidos.
Que sejam amigos e solidários.
Que sejam caridosos
Que tenham forças nas adversidades
Que tenham determinação em seus objetivos
Espero que trilhem no caminho da fé em Deus
Que
sigam seus mandamentos.
Que tornem nossa sociedade melhor.
Que façam de suas máximas o renovar entre nós
Espero que todos sejam felizes
Espero que todos possam se amar

Feliz Natal e Feliz Ano 2009

Ana Maria C. Bruni

Os Dez Mandamentos da Lei de Deus:

1º Amarás a Deus sobre todas as coisas.
2º Não tomarás o Nome de Deus em vão.
3º Santificarás as festas.
4º Honrarás a teu pai e a tua mãe.
5º Não matarás.
6º Não cometerás atos impuros.
7º Não roubarás.
8º Não dirás falso testemunho nem mentirás.
9º Não consentirás pensamentos nem desejos impuros.
10º Não cobiçarás os bens alheios.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Hoje comi Ingá

Ingá é o fruto da ingazeira, planta da família das leguminosas e muito comum em regiões próximas a lagos e rios. Suas sementes, envolvidas por uma sarcotesta branca, fibrosa e adocicada, são revestidas por uma vagem verde e grande, que pode chegar a medir 1 m de comprimento. A palavra "ingá" é de origem indígena e significa "embebido, ensopado", uma referência à sua polpa aquosa.

As ingazeiras podem atingir 15 metros de altura e são muito usadas no sombreamento dos cafezais. Com flores de coloração branco-esverdeada, a ingazeira frutifica praticamente em todo o ano.

Existem mais de 300 espécies do fruto, as quais se diferenciam em relação ao tamanho e tipo dos nectários foliares. É na Floresta Amazônica que se encontra a maior diversidade de espécies do ingá. Além de ser encontrado no Brasil, o ingá também se desenvolve em outras regiões de clima neotropical, como México, Antilhas Maiores e Menores e outros países da América do Sul, como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, entre outros.

Embora o ingá tenha propriedades nutritivas e um sabor agradável, na região Amazônica o fruto é consumido mais por distração do que por apreciação. De qualquer forma, o ingá é rico em sais minerais, essenciais para o bom funcionamento do organismo. Sua casca é usada na cicatrização de feridas e o xarope do fruto também é utilizado no tratamento da bronquite.

O fruto é consumido unicamente in natura, visto que o mesmo não se presta a preparações culinárias. As vagens de ingá podem ser encontradas facilmente em mercados das cidades da região Norte do Brasil.

CHAPADA EM CHAMAS

DenunciaSSSSSSSSSSS
 
 A Chapada em Chamas  ( Denuncia na  dimensão mais verdadeira do fato )
 
 
...
 
Ana Maria Giulietti, professora do departamento de Universidade Estadual de Feira de Santana.

- Uma queimada dessas têm conseqüências inimagináveis - alerta.

Nos últimos 30 dias, cerca de 50% da área do parque teve sua vegetação destruída por centenas de focos de incêndio. Uma força-tarefa vinda de Brasília com 25 brigadistas chegou, na sexta-feira, a Mucugê, onde quatro aeronaves pequenas e quatro helicópteros estão sendo usadas na tentativa de debelar os incêndios. Mas, apesar do esforço conjunto desenvolvido por soldados do Corpo de Bombeiros, brigadistas e ecologistas, ainda restam pelo menos oito focos de incêndio.

O fogo atinge áreas dos municípios de Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Ibicoara e Mucugê. A preocupação do Corpo de Bombeiros é impedir que zonas intangíveis - onde até a presença do homem é proibida pelo Ibama - sejam devastadas pelas chamas.

No O Globo

Empresários estão descontentes com portos da Bahia

  • Empresários estão descontentes com portos da Bahia
  •  
    Bruno Rios
    reportagem
     

    Empresários baianos procurados pelo PortoGente nas últimas semanas estão fazendo questão de endossar as críticas feitas pelo diretor-executivo da Associação dos Usuários dos Terminais Portuários de Salvador (Usuport), Paulo Villa, que não entende as várias mudanças no comando da Companhia Docas da Bahia (Codeba) e a falta de solução para os problemas dos portos baianos, como infra-estrutura defasada e o pouco incentivo para a utilização dos terminais portuários de Salvador, Aratu e Ilhéus.

     

    Para o empresário Creso Amorim, dono de uma transportadora, as palavras de Paulo Villa só tornam públicas todas as dificuldades enfrentadas por quem atua no setor de logística da Bahia. Ele explica que boa parte dos produtos produzidos em Salvador e Camaçari acaba sendo exportada por portos de Pernambuco, Ceará e até mesmo pelo longínquo Porto de Santos, causando prejuízo para transportadoras como a sua e outros dependentes da cadeia logística.

     

    "Até mesmo nossas frutas acabam parando em outros portos do Nordeste. E, no meu setor, isso é ruim demais, pois as cargas baianas exportadas por outros portos não são transportadas por mim ou por alguém da Bahia, mas por grupos de Pecém, Suape, Fortaleza, que lucram com a nossa ineficiência. Falta uma visão ampla das autoridades para planejar melhor isso e resgatar nossa economia por completo".

     

    Amorim confessa que já pensou em diversas soluções e conversas com políticos para viabilizar a expansão do Porto de Salvador, na capital baiana. No entanto, como nada foi para frente, ele formou um consórcio com outras pessoas e apresentou um projeto próprio de expansão portuária, entregue às mãos da Codeba. O resultado: nenhuma ação prática foi tomada.

     

    "Sofremos com um problema sério. Na sexta, sábado e domingo ficamos sem caminhões para atender tantos pedidos de cargas que entram e saem dos portos. Já no resto da semana, reina o marasmo. Nada se planeja, somos obrigados a nos adaptar à sazonalidade. Agora colocaram um gestor técnico na Codeba [o entrevistado refere-se ao presidente da estatal, Marco Antônio Medeiros], mas até quando isso irá durar? O troca-troca é constante, sendo que porto tem que ser algo estratégico e todos aqui falham nisso".

     

    Quem endossa as reclamações do empresário Creso Amorim é o presidente de honra da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, outro que se diz refém da falta de investimento em infra-estrutura nos portos da Bahia. Ele destaca que os acessos ao Porto de Salvador ainda não estão finalizados e, por isso, caminhões pesados são obrigados a trafegar por ruas estreitas e residenciais, levando perigo aos moradores e às mercadorias.

     

    "Na Assocafé, vejo vários colegas reclamando também da BR 324, que não dá conta dos grãos transportados do interior da Bahia para os portos. É tanto caminhão que a pista, atualmente duplicada, precisaria ser triplicada para dar vazão. O transportador perde ao não ter como agilizar a entrega da mercadoria e o cafeicultor leva prejuízo ao competir com gente de outros Estados, onde a coisa flui mais naturalmente".

     

    Para Araújo, outro empecilho para a logística baiana é o Terminal de Contêineres (Tecon) de Salvador, que em seu entender, não possui capacidade suficiente para dar conta da produção de café, soja e outros produtos. "Mesmo com essas dificuldades, entretanto, nossa produção de café pulou de 40 mil para 500 mil sacas ao ano. E na soja, o Oeste da Bahia é muito forte e garante lucros e empregos, principalmente nas proximidades de Luiz Eduardo Magalhães [uma das cidades mais novas do Brasil, que homenageia o filho do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 1998]".

     
     
     
    Leia mais no Porto Gente
     
     

    Aeroporto Ilhéus

    Presente
     
     
     
    ......
     

    Em viagem a Salvador-BA, nesta segunda-feira, 29/10, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, assinou termo de cooperação entre o Governo da Bahia e a Empresa, para construção do novo Aeroporto de Ilhéus. Pelo acordo, serão investidos R$ 150 milhões nas obras e R$ 5 milhões no projeto executivo.

    O início da obra está previsto para 2009, com término e começo das operações em 2011. O local em estudo para ser implantado o novo Aeroporto de Ilhéus deve ficar na BR-101, às margens da BA-001, entre Ilhéus e Itacaré. A área é a mais indicada, de acordo com Instituto de Aviação Civil.

    Com o crescente aumento do fluxo turístico na região, o atual Aeroporto de Ilhéus, se tornaria obsoleto em poucos anos, caso não fosse revistos os critérios de construção de um novo sitio aeroportuário de maiores dimensões e adequamento tecnológico. Apto a receber as novas aeronaves de maior porte, o novo aeroporto terá toda a infra-estrutura dos mais modernos aeroportos da Rede Infraero. No atual aeroporto são operados sete vôos diários, movimentando cerca de 1.200 passageiros no embarque e desembarque.

     

    domingo, novembro 09, 2008

    O Homem tem de fazer a sua parte!

    Não esperar Milagres!
     
    Racionamento quando a água já secou?
    Hospitais sem atendimento, escolas fechadas por falta de água?
    Estes que estão no poder tem a obrigação de prevenir e orientar a população em relação ao desperdício e escassez da água!
     
    São doenças, dengue, pernilongos, lixo,desmatamentos com queimadas, óleos nas praias.
     
    O Caos no Sul da Bahia! Não esperem milagres!  Ajam! Fiscalizem! Informem!

    Só um milagre salvará o Sul da Bahia da Seca

    A região do cacau está sendo castigada pela pior estiagem dos últimos 28 anos, segundo os dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Numa região acostumada com índices pluviométricos acima de 700 mm anuais, há mais de cinco meses o sol intenso castiga as roças de cacau, seca as aguadas, açudes e o capim dos pastos da zona de pecuária.

    Centenas de animais estão morrendo por falta de comida. A água que está sendo consumida é a que sobrou nos açudes e aguadas. É disputada pelos moradores da região e por animais.

    A população do sul baiano, que até então só conhecia as conseqüências das estiagens pelo noticiário sobre outras regiões da Bahia e pelas canções de Luiz Gonzaga, está assustada e não sabe o que fazer.

    Na fazenda de Antônio Carlos Wense, cerca de 200 reses já morreram de fome. Ele garante que nunca passou por situação semelhante. "É extremamente grave, e se não chover nos próximos dias o quadro vai se agravar", avalia o fazendeiro.

    Na região de Itaju do Colônia, nos últimos 30 dias, cerca de 700 cabeças de gado morreram por não ter o que comer. "Até que ainda existe água, mas não tem comida, os pastos estão secos, o boi está comendo terra", afirma Rosana Lima, da área de mobilização do sindicato rural. Na região de Itamaracá, o quadro é parecido. Na Fazenda Esperança, 15 reses morreram nos últimos dias.

    SAFRA – No caso do cacau, apesar de protegido pelas árvores mais altas, ele não suporta os efeitos da estiagem. As folhas verde-escuras agora dão lugar ao marrom e se confundem com os cachos da vassoura-de-bruxa, doença que ataca a espécie.

    "Este ano, não ocorreu o lançamento de folhas novas pelas árvores, o que geralmente ocorre durante o mês de setembro. Em seguida, surgem as flores, depois os bilros e por fim os frutos. Esse processo foi prejudicado pela estiagem", explica o cacauicultor Eduardo Costa.

    A conseqüência é o comprometimento da safra de abril, chamada temporã, que possivelmente só vai acontecer em junho ou julho. Desta forma, a Bahia terá apenas uma safra e não duas, como é o normal. Serão nove meses sem frutos no pé de cacau, e os produtores ficarão sem dinheiro para custear as fazendas.

    Para o cacauicultor Manuel Neri, só um milagre pode salvar a produção já penalizada pelas pragas e agora dizimada pelo sol escaldante. "Desde 1980 que o sul da Bahia não fica sem chuvas por mais de cinco meses. Nunca vi nada igual", relata Neri. A situação se repete nos municípios de Camacan, Ipiaú, Arataca, Itacaré, Uruçuca e Ilhéus.

    "Depois da seca, virão as chuvas e com elas a umidade excessiva, criando um ambiente próprio para a reprodução da vassoura-de-bruxa", explica o presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Henrique Almeida.

    Segundo ele, as folhas secas contaminadas pela vassoura-de-bruxa serão transformadas em "esporos" que disseminam a doença entre as árvores sadias. O processo de esporulação ocorre a partir de um índice de 90 mm de chuva.

    RACIONAMENTO – Para a população de Itabuna, as conseqüências da estiagem extrapolam o campo e chegam à cidade, onde cerca de 220 mil pessoas estão obrigadas a racionar água. O município é abastecido por uma estação de captação que fica num poço nas margens do Rio Almada, em Ilhéus.

    Em setembro, a qualidade já era ruim, porque a vazão do rio baixou a ponto de permitir a influência do mar durante as marés altas. Agora no local aparece apenas o cascalho do fundo do rio.

    O Rio Cachoeira, que divide a cidade, está completamente seco, tomado por baronesas e outras plantas aquáticas que crescem nas poças alimentadas pelo esgoto de Itabuna e outras cidades do entorno. É um ambiente propício para a infestação de muriçocas e pernilongos.

    QUEIMADAS – Em meio à calamidade surgem as queimadas que devoram árvores, animais e todo frágil ecossistema da região. Sem a fiscalização de nenhum órgão ambiental, áreas de florestas inteiras estão ardendo em chamas.

    Muitos fazendeiros ainda adotam a prática desastrada de atear fogo no capim para "renovar" o pasto, sem se dar conta dos riscos ambientais e materiais. O vento permanente leva as chamas até as clareiras ou estradas vicinais que cortam as fazendas.

    Se os fazendeiros agem dessa forma, os trabalhadores também incendeiam o mato seco das margens das rodovias. Esse é um risco ainda maior, porque em certas ocasiões a fumaça impede a visibilidade dos motoristas e todas as rodovias no sul da Bahia são sinuosas e mal-sinalizadas.

    No A Tarde

    Leia mais no Blog do Ricky

    quarta-feira, agosto 27, 2008

    domingo, agosto 10, 2008

    Itacaré na berlinda

     
    "É ecologicamente predatório, economicamente concentrador, socialmente iníqüo e culturalmente alienante."

    (Elton Oliveira, sobre o turismo em Itacaré)
     
     
     
    Itacaré na berlinda

       Apontada pelo jornal "The New York Times" como 41º melhor destino do mundo para se viajar, a cidade/praia de Itacaré, no Sul da Bahia, a cerca de 60 quilômetros de Ilhéus, vive dias dramáticos em função do modelo de turismo ali aplicado. Eu mesmo já tive oportunidade de presenciar o caos, há cerca de três anos, mas deixo com um especialista as conclusões científicas da situação. Falo do estudo divulgado esta semana pela agência da Fundação de Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e cujo autor é o economista, mestrando em cultura e turismo da Uesc e pesquisador Elton Oliveira da Silva. Elton concluiu que o aumento do fluxo turístico em Itacaré e a falta de planejamento da atividade turística provocaram um "desenvolvimento empobrecedor". No estudo, que vem sendo desenvolvido há dois anos, o pesquisador faz ácidas críticas ao modelo de turismo implantado em Itacaré: "É ecologicamente predatório, economicamente concentrador, socialmente iníqüo e culturalmente alienante". Com o gigantesco "boom" da cidade nas rotas nacionais e internacionais de turismo, Itacaré, antes quase uma prosaica vila à beira mar, passou a receber cerca de 120 mil visitantes por ano, dos quais 15% são estrangeiros. Esse vertiginoso e repentino crescimento atraiu a iniciativa privada e grandes nomes do empresariado nacional e estrelas têm negócios no município. Para se ter uma idéia, lá será inaugurado, ainda este ano, o Warapuru, que vem a ser o primeiro hotel seis estrelas da América Latina.

    Mais Itacaré (I)

       Elton Oliveira concluiu que o empobrecimento foi gerado a partir de um aumento do custo de vida, degradação ambiental, elevação dos índices de prostituição e tráfico. Aliado a isso, ainda há forte especulação imobiliária, importação de mão-de-obra e ocupação desordenada. No material publicado pela Fapesp, Elton lembra que Itacaré não dispõe de uma Secretaria de Turismo nem de um Conselho de Meio Ambient e e Turismo. Ele condena a falta de um plano governamental de desenvolvimento para o turismo na cidade.

    Mais Itacaré (II)

       Ironicamente, e na rota do processo de matar a galinha dos ovos de ouro, a maior atração de Itacaré, que é sua beleza natural, vem sendo depredada: o pesquisador condena a falta de política de preservação de zonas turísticas, como as praias de Resende e Engenhoca, adquiridas por grupos belga e português, respectivamente, para construção de resorts. A falta de preservação e o alto fluxo de turistas, aponta Elton Oliveira, poluem ainda mais as praias, pois efluentes s ão lançados sem tratamento e criam problemas como a destinação do lixo.

    Mais Itacaré (III)

       Com cerca de 24 mil habitantes e apesar de ser uma das mais famosas do Brasil, a cidade não tem um aterro sanitário. As preocupações do pesquisador são ainda maiores com a conclusão da estrada que liga Itacaré a Camamu, no baixo-sul baiano. O trecho de 43 km será a interligação do destino à capital baiana e poderá reduzir para três horas o percurso entre Itacaré e Salvador, hoje feito pela BR-101 e estrada Ilhéus-Itacaré. O crescimento de Itacaré ocorre com a exclusão dos nativos, cada vez mais empurrados para a periferia da cidade e conseqüentemente marginalizados, principalmente com o advento da forte especulação imobiliária. Tudo ficou mais caro para os itacareenses. O estudo aponta até a interferência na auto-e stima dos nativos. Não há preservação da identidade local.

    Mais Itacaré (IV)

       Pessoalmente, como disse antes, tive a oportunidade de presenciar o caos na cidade. No Verão de 2005, estive lá por uma semana e simplesmente não se pode transitar pelas ruas dada à enorme quantidade de veículos, a maioria de grande porte, vindos de todas as partes do País. O tráfico de drogas é crescente e a violência, com assaltos e agressões nas trilhas, por exemplo, toma conta do local. Uma das mais conhecidas praias, na parte central da cidade, vive cheia de urubus que se deliciam no lixo lançado pelos esgotos sem tratamento. E quanto aos preços, só mesmo para turistas recheados de dólares e euros. Uma simples posta de peixe com um punhado de arroz e uma saladinha pode custar R$ 70, na praia de Itacarezinho
     

     

    http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=44460&edt=1

     

    14/03/2008 - 05h03
    Turismo de alto impacto

    Por Alex Sander Alcântara, da Agência Fapesp

    Estudo indica que aumento vertiginoso no fluxo de visitantes e falta de planejamento causam impactos sociais e ambientais capazes de ameaçar a atividade turística em Itacaré.

    Agência FAPESP – O aumento no fluxo turístico ocorrido nos últimos anos no município de Itacaré, no litoral sul da Bahia, e a falta de planejamento da atividade turística têm provocado um desenvolvimento "empobrecedor", que ameaça o ciclo turístico na região. Esse é um dos diagnósticos de uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Bahia.

    O estudo, de caráter exploratório, aponta o "crescimento desordenado" como uma das conseqüências mais graves da falta de planejamento no turismo local. Os resultados foram publicados na revista de desenvolvimento local Interações.

    Segundo o autor da pesquisa, Elton Silva Oliveira, do Núcleo Temático de Turismo para o Desenvolvimento Regional da Uesc, o objetivo foi identificar os impactos socioambientais e econômicos do turismo e suas repercussões no desenvolvimento local.

    "Os aspectos qualitativos foram priorizados em detrimento dos quantitativos devido ao caráter social do tema. O turismo em Itacaré tem se caracterizado por ser ecologicamente predatório, economicamente concentrador, socialmente iníquo e culturalmente alienante", disse Oliveira à Agência FAPESP.

    Embora o município tenha melhorado sensivelmente seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com o pesquisador a forma como a atividade turística se estabeleceu na região gerou aumento do custo de vida, degradação ambiental, elevação dos índices de prostituição e do tráfico de drogas, especulação imobiliária, importação de mão-de-obra e ocupação desordenada.

    O pesquisador ressalta que Itacaré não dispõe de uma Secretaria de Turismo nem de um Conselho de Meio Ambiente e Turismo. "Não existe um plano oficial de desenvolvimento para o setor. Todas as decisões relevantes referentes à atividade no município são tomadas em Salvador pelo governo estadual, por intermédio da Secretaria de Turismo ou pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia", afirmou.

    Segundo Oliveira, locais que deveriam ser preservados foram transformados em zonas turísticas. É o caso da praia do Resende, área adquirida por um grupo belga que será transformada em um resort. Na praia da Engenhoca, um grupo português está construindo outro resort.

    "Levando-se em consideração que Itacaré está dentro do remanescente da Mata Atlântica, deveria haver investimentos em uma modalidade de turismo mais brando, como o ecoturismo, de modo a garantir a preservação do meio ambiente. Contudo, observamos o rápido crescimento do turismo de massa, que gera alto impacto sobre o ambiente, pois requer grandes e constantes fluxos de visitantes", ressaltou.

    Oliveira explica que o turismo em Itacaré é sazonal, concentrado na alta estação e em alta estação diferenciada, no mês de julho. Mas no mês de janeiro há um fluxo de mais de 120 mil visitantes, número seis vezes maior que o da população do município, que é de 18.120, de acordo com o censo de 2000.

    "Isso gera um grande impacto ambiental devido ao aumento dos efluentes que são despejados diretamente e sem tratamento no mar, contaminando as praias, sobretudo as urbanas, e dos resíduos sólidos coletados e armazenados em áreas inadequadas, que se transformam em lixões a céu aberto", disse.


    Arquitetura indonésia

    De acordo com o autor da pesquisa, o fluxo de turistas aumentou consideravelmente a partir de 1998, com a conclusão da Estrada Parque, um trecho de 65 quilômetros ligando Ilhéus a Itacaré. Segundo ele, o quadro tende a se agravar a partir de 2008, após a conclusão de um novo trecho de 43 quilômetros da estrada na direção norte, que ligará Itacaré a Camamu.

    "A inauguração desse trecho está prevista para este mês. O fluxo de turistas poderá dobrar ou triplicar rapidamente, uma vez que permitirá que o percurso feito de carro ou de ônibus entre Salvador e Itacaré seja realizado em apenas três horas", disse.

    Como conseqüência do processo, os preços se elevam. "Os nativos vendem suas propriedades e vão morar em áreas afastadas. Também houve um aumento no custo de vida. Os alimentos ficaram mais caros e, no fim das contas, a população nativa só ficou com os postos de trabalho de baixa remuneração", apontou.

    O impacto da atividade turística não se restringe ao campo econômico e à natureza. A comunidade local e sua cultura também sofreram modificações significativas, segundo Oliveira, que destaca a baixo auto-estima na comunidade.

    "As principais festas e manifestações culturais, como a Festa de Reis e o Dois de Julho [data da emancipação política da Bahia], perdem força. No entanto, o Ano Novo e o Carnaval, que são festas do calendário turístico, ganham maior destaque e importância", disse.

    Além disso, segundo o autor, os casarões construídos no período áureo do cacau estão sendo substituídos por lojas, pousadas e restaurantes com arquitetura no estilo de Bali, na Indonésia. "Isso ocorre em função da ausência de leis e políticas públicas locais, que garantam a preservação e valorização do patrimônio artístico, cultural, histórico e natural da região", disse.

    Para Oliveira, é preciso haver um controle do fluxo turístico na região. Caso isso não ocorra, segundo ele, a própria atividade turística estará ameaçada. "O turismo deve ser planejado, administrado, monitorado e empreendido de modo a evitar danos à biodiversidade e ser ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente eqüitativo", afirmou.

    Para ler o artigo Impactos socioambientais e econômicos do turismo e as suas repercussões no desenvolvimento local: o caso do município de Itacaré - Bahia, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), acesse http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-70122007000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
    (Envolverde/Agência Fapesp)

    ///

    Ana Maria C. Bruni

    www.territoriomulher.com.br