domingo, abril 05, 2009
Não é este o verde amarelo que vamos permitir no Brasil!
sábado, abril 04, 2009
Fruta Pão
Medicinal
A fruta-pão é árvore que vive 80 anos; alcança 25-30m de altura tem copa relativamente frondosa com folhas grandes e recortadas de cor verde escura, flores amareladas e frutos globosos com 20-25 cm de diâmetro e 1-3 Kg de peso. Desenvolve-se bem em clima tropical úmido, preferencialmente em regiões baixas e chuvosas. No Brasil pode ser cultivado desde São Paulo ao Pará sendo muito encontrado em pomares de quintais do litoral dos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
Usos
A polpa do fruta-pão de massa é rica em calorias, carboidratos, água, vit. B1, B2, C, cálcio, fósforo, ferro e tem baixo teor de gorduras. Industrialmente a polpa foi aproveitada como fruta seca e farinha panificável além de fonte para extração do amido e de farinha granulada semelhante ao "sagu". Em uso caseiro a polpa - quase madura - pode ser cozida, assada, transformada em purê ou cortada em fatias consumidas fritas (como a batatinha) com manteiga, mel ou melaço. Cortada em fatias (de 50-10 mm de espessura) secas ao sol ou em fornos a polpa é usada para o preparo de raspas ou crueiras ou aparas e para o preparo de farinhas que, misturadas à farinha de trigo, podem compor o pão caseiro. Madura, a polpa é aproveitada na fabricação de doces.
As sementes do fruta-pão de caroço podem ser consumidas assadas, torradas, ou fervidas em água e sal; outrossim possibilitam a extração de farinha alimentícia bastante nutritiva. Em alguns estados brasileiros as sementes são usadas em substituição ao feijão para preparar guisados e ensopados. As sementes são consumidas, facilmente, pelo gado em geral.
A partir destes dados, calcula-se que 22 crianças morrerão de fome, por hora, ou seja, 400 mil crianças a mais morrerão, no ano.
a luta é por comida
Miséria, a face da irresponsabilidade
O tsunami mundial ganhou ainda mais força, esta semana, confirmando o cenário de sombrias perspectivas econômicas e sociais para todos os países em diferentes graus até 2010, independentemente de sotaques e cores ideológicas. Por ocasião da reunião do G-20 (países ricos e principais países emergentes), rolou solta a pancadaria e quebra-quebra de vitrines de bancos, em Londres. Estradas argentinas foram bloqueadas por agricultores enfurecidos contra o aumento de impostos sobre suas exportações e, nos Estados Unidos, epicentro da crise e país mais rico do mundo, está aumentando o número de americanos dormindo nas ruas e em tendas nos campings, porque perderam a propriedade de suas casas hipotecadas.
Não há luz ainda no final do túnel e não faltam exemplos diários para se ilustrar esta tragédia capitalista anunciada. Desde simples cenas cotidianas de famílias americanas, que foram obrigadas a entregar seus cães a canis por absoluta falta de condições de criá-los, até a falência de jornais centenários, o retrato da primeira crise mundial do século XXI está estampada com força nas manchetes.
Mas, após o desemprego em massa, a mais inquietante face desta espiral do capitalismo está, certamente, na África, Ásia e América do Sul, onde o problema não é salvar bancos e montadoras, mas sim crianças que morrem de fome. Segundo alertou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, 53 milhões de pessoas a mais cairão no patamar da pobreza absoluta, este ano, ou seja, terão que (tentar) sobreviver por dia com menos de US$ 1,25 (o equivalente a R$ 2,83) por causa da redução de 1,7% do crescimento da economia mundial (o pior declínio mundial desde a Segunda Guerra) em comparação ao aumento de 1,9% registrado em 2008. As vendas de bens e serviços terão redução de 8%, o pior resultado em 80 anos (www.worldbank.org).
A partir destes dados, calcula-se que 22 crianças morrerão de fome, por hora, ou seja, 400 mil crianças a mais morrerão, no ano. Dados levantados por Nicholas Kristof, do "New York Times", indicam ainda que os 500 mais ricos do mundo ganharam mais do que os 416 milhões mais pobres, demonstrando claramente que este segundo grupo sofrerá as piores consequências, mesmo sem ter a menor responsabilidade pela crise.
A boa notícia é que está saindo do forno nova regulamentação financeira internacional desta cúpula do G-20 e aprovação de mais US$ 5 trilhões de injeção na veia até 2010 para sanear os chamados ativos tóxicos, que contaminaram os mercados. A indispensável transparência na contabilidade internacional e maior controle dos "paraísos fiscais", que ainda protegem o sigilo bancário, foram também defendidos pelo G-20 para restaurar a confiança nas economias e restabelecer novo sistema internacional: mais ético e multilateral.
Mas, Zoellick está certíssimo em chamar a atenção para a inabilidade dos principais governos em criar mecanismos para prever e remediar esta crise. "Não é o momento para complacência, ...nem para respostas regionais, nem nacionalistas. Enquanto em Washington, Londres e Paris, discute-se o pagamento ou não de bônus, na África, Ásia e América do Sul, a luta é por comida", diz. Nada mais direto.
Os "banqueiros de olhos azuis" não foram os únicos responsáveis pela falta de critérios rigorosos na concessão de créditos nos EUA: o próprio governo americano demonstrou incompetência no monitoramento de seu sistema bancário e financeiro.
Ótimo que nossos bancos estejam sólidos, mas nossos pobres precisam de casa, saúde, educação e trabalho decentes e não de cotas e bolsas permanentes.
A queixa generalizada nos protestos de rua se baseia no fato de que estes trilhões de dinheiro são conseguidos quando se trata de salvar bancos e montadoras, mas esta estratégia não vale para fazendeiros endividados, trabalhadores demitidos ou instituições sociais desestruturadas, como hospitais, escolas e universidades. Existe grave inversão de valores entre produção e capital, que se beneficia de elevadas taxas de rentabilidade em detrimento de investimentos na produção, a principal geradora de trabalho e renda. Trágica lógica.
Precisamos de economias de mercado com mais responsabilidade, menos ganância e desperdício.
Ranulfo Bocayuva é jornalista e diretor-executivo do Grupo A TARDE
Revolta da Vacina
A revolta da vacina já indicava há 100 anos que a crítica miséria brasileira reside tanto na falta de saneamento quanto na de EducaçãoNo início do século 20, durante a chamada república oligárquica brasileira (1894-1930), uma parcela significativa da sociedade do País ou ao menos de sua elite ansiava levar ao mundo a imagem de um país tipicamente "ocidentalizado": moderno, branco, liberal e avançado, com todos os benefícios que a suposta civilidade poderia conceder. Esse sonho tropical esbarrava, porém, em uma dura realidade, visível para olhos atentos e palpável para a maioria dos cidadãos brasileiros: o cotidiano dos ex-escravos e imigrantes pobres. À margem da pretensa civilização, essa camada da população era submetida a condições de trabalho subumanas, tanto no campo quanto nas cidades, mergulhada no analfabetismo e morrendo por causa de doenças como febre amarela, peste bubônica, varíola e outras epidemias. Foi nesse contexto que surgiu o sanitarista Oswaldo Cruz (veja o artigo "Desinfetando o Brasil", à pág. 40) e no qual ocorreu o que talvez tenha sido o maior conflito urbano da república brasileira: a revolta da vacina.
Quede a Farinha da Embrapa?
Embrapa desenvolve farinha instantânea de alto valor nutricional e baixo custo
O coordenador do estudo, José Luis Ascheri, explicou que a soja tem componentes proteicos que o milho não tem. Quase todos os cereais são deficientes em aminoácidos essenciais à nutrição humana, como lisina e tripofano. "Quando você mistura ao milho uma oleaginosa como a soja, que possui uma quantidade razoável desses ingredientes proteicos, você está complementando. E consegue ter um alimento unificado, que é uma farinha instantânea".
Ascheri revelou que essa mistura de soja e milho gera um alimento de alto valor nutricional, capaz de oferecer à população cerca de 18% de proteína, 7% de lipídios e 71% de carboidratos. Depois de passar por uma máquina, que Ascheri chama de processo de extrusão (expulsão), a combinação de soja e milho é convertida em uma farinha de acesso fácil para o consumidor.
Com a mistura dá para preparar produtos culinários típicos do país, "dependendo da criatividade da cozinheira", como a polenta e o cuscuz, salientou Ascheri. Serve, inclusive, como reforço alimentar no café da manhã de empresas e na merenda escolar, "introduzindo uma dieta mais balanceada do que o milho puro". A ideia, frisou o pesquisador da Embrapa, é que esse alimento possa ser utilizado "principalmente na alimentação institucional, em escolas, hospitais e até presídios".
Os técnicos da empresa estão fornecendo todas as informações aos governos municipais e estaduais que se interessem pelo novo alimento. O custo da nova farinha é de R$ 0,50 o quilo, sem embalagem. Ela tem ainda a vantagem de poder ser estocada por até um ano em condições adequadas, que incluem ambiente arejado e fresco, recipiente fechado, sem contato com luz forte e calor.
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Para obter a farinha, os pesquisadores processam e moem os grãos de soja e milho juntos. O percentual de soja na composição do produto varia de 20% a 50%, de acordo com seu uso. Para fazer cuscuz, por exemplo, a farinha com menor participação de soja é a mais indicada. "Ela conserva as propriedades da farinha de milho, sem alteração de gosto ou aroma", diz o engenheiro de alimentos José Luís Ascheri, que coordena a pesquisa. Já o produto com 50% de soja apresenta sabor diferente e, por ser mais denso, não é adequado para fazer a iguaria nordestina ou sopas.
"Estamos testando composições variadas para estabelecer a ideal", completa Ascheri. Com 300 gramas de farinha com 30% de soja, a necessidade protéica diária é suprida. A escolha da soja deveu-se a seu alto valor nutricional. O grão tem 20% de proteína. O milho contém menos da metade: 6,5%. Além de aumentar o teor protéico, a adição de soja faz crescer a quantidade de gordura da farinha, mas não há risco de aumentar o colesterol.
http://www.ctaa.embrapa.br
Embrapa Informação Tecnológica
http://www.sct.embrapa.br
Obrigatório os Direitos da Mulher no ensino medio brasileiro
| Câmara aprova projeto de Alice que prevê ensino sobre os direitos da mulher na educação média |
| A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 10 de março, o Projeto de Lei nº 235/07, da deputada Alice Portugal, que prevê a inclusão de disciplina sobre os direitos da mulher nos currículos do ensino médio das escolas públicas e particulares. Pela proposta aprovada, os alunos dos últimos três anos da educação básica vão ter aulas que visem a "conscientização sobre os direitos da mulher, abordando os aspectos históricos, sociológicos, econômicos, culturais e políticos que envolvem a luta da mulher pela conquista da igualdade de direitos". O Projeto Lei 235/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), foi analisado e aprovado nesta terça-feira, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Pleno respeito O relator da matéria na comissão, Flávio Dino (PCdoB-MA), ratificou a versão aprovada anteriormente na Comissão de Educação e Cultura quanto aos aspectos formais. Dino disse que "a educação representa caminho central para o pleno respeito aos direitos humanos". Para ele, o projeto é "importante passo para a redução de desigualdades e injustiças cometidas em razão de preconceito de gênero.".O texto do projeto original era expresso em afirmar que a nova disciplina seria obrigatória, mas a Comissão de Educação e Cultura aprovou apenas a inclusão do conteúdo sobre os direitos da mulher como disciplina optativa.A deputada Alice Portugal considerou uma vitória das mulheres a aprovação do projeto que certamente irá contribuir para que a juventude obtenha informações que lhe permitam compreender melhor a histórica luta da mulher em defesa da igualdade de direitos.No Alice Portugal - |




